ATLETISMO

Agradecemos pelos nossos atletas voluntarios que se dedicam imensamente para as belas performances que têm conseguido.

- Daniel Rogerio Columian

- Darlan Carnevali

- Dores Fernandes Leite

- Marco Antonio de Jesus Nascimento

- Milton Duarte dos Santos.

 

Apoiamos especialmente a para-atleta DORES FERNANDES LEITE, que também conta com sua ajuda para continuar disputando provas municipais, estaduais e nacionais. Nascida na cidade de Santa Maria do Suaçui, região do vale do Rio Doce, filha de uma professora primaria aposentada com um metalúrgico também aposentado, veio para Belo Horizonte aos sete anos de idade, junto com sua mãe, reencontrar seu pai que aqui já morava com mais dois irmãos.

Como a grande maioria das familias daquela região, ela tem origens humildes e levou uma vida com muitas limitações financeiras. Tendo que trabalhar desde nova para ajudar seus pais no sustendo de sua família. Cresceu numa das regiões mais pobres e violentas da capital mineira, estudou em escolas públicas e apesar de todas as dificuldades, conseguiu se formar em Magistério, a exemplo de sua mãe.

Já na infancia, seus pais percebiam a sua dificuldade em enxergar, seja na escola ou nos trabalhos em casa, porém devido a sua simpatia, sua alegria de vida e sua brilhante capacidade de conquistar seus objetivos, aliado a falta de informação e tratamento adequado, levou a incerteza de diagnóstico e ao agravamento da doença.

Em Belo Horizonte, com mais informações e recursos, seus pais passaram a buscar uma resposta para seu problema de vista, porém, os médicos não chegavam a um diagnóstico preciso e definitivo, o que levava a tratamentos ineficientes. À medida que o tempo foi passando, seu problema agravou-se. No último ano de escola, já quase não conseguia enxergar e precisava de ajuda de colegas para copiar as materias ensinadas.

Apesar das dificuldades, tentava levar uma vida normal, trabalhava, estudava, veio o casamento e com ele outra grande decepção, o fato de também não poder ter filhos. A partir desta descoberta, procurou cercar-se de todas as informações sobre seu estado de saúde e sobre sua doença. Foi aconselhada a fazer uma cirurgia, na esperança de que sua visão iria melhorar. Conseguiu na sua visão uma leve melhora, que não durou muito tempo.

As dificuldades do casamento, o fato de ser obrigada a parar de trabalhar, as perdas no dia-a-dia e a dedicação somente ao casamento levaram ao agravamento da doença. Em meio a tantas tristezas e desilusões, veio uma grande alegria, a oportunidade de adotar uma criança, que se tornou um razão de vida e uma motivação para continuar lutando contra sua doença.

Seu então marido teve um grave problema de doença, ficando desempregado, a crise de seu casamento agravou-se, chegando ao fim.  Ela então, se viu obrigada a voltar para casa de seus pais, com uma filha.

A tristeza do fim do casamento, o fato de ter de cuidar da educação da filha, praticamente sozinha e, impossibilitada fisicamente de trabalhar, foram fatores que motivaram problemas emocionais e a necessidade de fazer tratamento psicológico, junto com sua filha que também sentiu as mudanças.

O reconhecimento de suas limitações levou a procurar ajuda de instituições especializadas onde aprendeu a conviver com suas dificuldades e a tornar-se mais independente. Aprendeu que existiam pessoas com os mesmos problemas de saúde e que levavam uma vida normal.

Com a filha na escola, retornou ao trabalho e encontrou no esporte, especificamente no atletismo, a esperança de uma vida melhor.

Na primeira corrida que participou, subiu ao podio em terceiro lugar, percebeu então que podia recomeçar. A dedicação, o apoio dos amigos foi fundamental nesta nova etapa de sua vida. Daí para frente vieram muitas corridas e muitas vitorias, inclusive pessoais. O esporte incentivou a conquistar sua maior conquista: a compra de seu apartamento, através de financiamento habitacional.

A participação nas corridas, os treinos, etc é uma luta. Sem patrocinio e divulgação na midia, sem apoio do poder público, o dinheiro que ganha de sua aposentadoria não é suficiente nem para seu sustento e de sua filha, ainda mais para a prática do esporte. Mesmo assim vem superando com êxito e obtendo brilhantes conquistas. Como se já não bastasse o dia-a-dia do deficiente visual de se expor a dificuldades a todo o momento, o atleta deficiente visual necessita não só de uma alimentação adequada, mas também de roupas e acessorios e o mais imprescindível: um outro atleta guia para um bom desempenho. O treinamento exige compromisso, dedicação e um profissional de educação física para orientar.

Hoje com o apoio dos amigos e o respeito no meio esportivo e sem perder a consciencia das limitações que possui, leva uma vida perfeitamente normal e com alegria e motivação para novas conquistas.Dentre tantas excelentes performances destacamos as premiações obtidas na Corrida da Pampula e São Silvestre - edições 2014 e 2015.

 

Brevemente pretendemos ampliar nossa atuação com outras modalidades esportivas:

 

HANDEBOL FEMININO

APRENDENDO UM POUCO SOBRE HANDEBOL

Uma partida de handebol tem duração total de 60 minutos, sendo que isso é dividido em dois tempos, com 30 minutos cada. Se ao final desse período tiver ocorrido um empate entre as equipes, a decisão irá para a prorrogação, mais dois tempos com duração de 5 minutos;

• Existem dois árbitros principais comandando cada partida de handebol, além dos juízes de gol e de centro. Quando um time está no ataque, quem comanda o jogo é o árbitro que está ao seu lado, para que não ocorram falhas;

• Um jogador não pode permanecer na área reservada para o goleiro. Por outro lado, é permitido que ele lance a bola enquanto estiver no ar, dando um salto. Não pode invadir o espaço do goleiro;

• O atleta pode dar, no máximo, três passos estando com a posse de bola. A partir disso, ele precisa fazer algum movimento, caso contrário, será caracterizado como falta;

• O jogador pode dar mais de três passos continuando com a bola caso não fique segurando-a. Nesse caso, a bola precisa ser quicada no chão, como se fosse um jogo de basquete;

• Não é permitido que um jogador arranque a bola do seu adversário com as mãos. O que ele pode fazer é tomar a bola usando uma das mãos e permanecendo com ela aberta;

• Durante o jogo, um jogador pode usar o corpo para bloquear o seu oponente, no entanto, sem usar de absolutamente nenhum tipo de agressão. Caso ocorra algum tipo de movimento violento, como empurrões e puxões para impedir um gol, o juiz vai paralisar a partida para a cobrança do tiro de 7 metros, a favor da equipe do jogador agredido. Funciona de maneira bem similar ao pênalti nofutebol.

As linhas que organizam a quadra também fazem parte das regras do handebol:

• As linhas laterais e as de fundo são as que delimitam o espaço da quadra;

• A linha dos quatro metros é a que restringe a movimentação do goleiro quando é cobrado o tiro de sete metros;

• A linha dos seis metros é a que marca a área do goleiro durante a partida;

• A linha dos sete metros serve para indicar a posição correta para o jogador que for cobrar o tiro de sete
metros;

• A linha dos nove metros é voltada para a cobrança de faltas, organizando a formação da barreira de defesa.

Os jogadores que fazem parte de uma partida de handebol são:

• Armador: comanda o curso do ataque, portanto, costuma ser o jogador com mais experiência;

• Meias (esquerda e direita): são verdadeiros especialistas em arremesso. Também é normal que sejam os mais
altos do time;

• Pontas (esquerda e direita): começam os ataques e lideram o contra-ataque;

• Pivô: fica entre as linhas de seis e de nove metros, com o objetivo de abrir a defesa dos adversários;

• Goleiro: é um dos maiores responsáveis pela vitória da equipe, até mais do que no futebol.

Saiba mais:

www.brasilhandebol.com.br

www.handsport.com.br

www.resumoescolar.com.br/educacao-fisica/regras-do-handebol

 

RÚGBI - RUGBY

APRENDENDO UM POUCO SOBRE RÚGBI (RUGBY)

Jogadores precisam se concentrar e atentar para combinar velocidade, resistência e versatilidade.

Regras:

As equipes são formadas por 7 jogadores e poderão ter 5 reservas.

Os passes devem ser feitos somente para trás.  Buscar deter o adversario para que não avance com a bola. Os pontos são marcados levando a bola atrás da linha do gol da outra equipe ou chutando entre o gol. O drop é um tipo de chute. A bola deve passar pelo gol, como acontece nas conversões e pênaltis.

Scrum: 3 jogadores por equipe

Line-out: mínimo de 2 jogadores por equipe

Dimensões do campo: 100 metros x 70 metros

Tempo do jogo: a partida tem 2 tempos de 7 minutos. Na final tem 2 tempos de 10 minutos. Em caso de empate, a prorrogação dura 5 minutos. Será vencedora a equipe que marcar primeiro.

Pontuação:

Try: 5 pontos

Conversão: 2 pontos

Pênalti: 3 pontos

Drop: 3 pontos

Arbitragem: 1 árbitro central, assistido por 2 juízes de linha e 2 juízes de gol.